19.09.2009 - PROFISSIONAIS
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19.09.2009 - PROFISSIONAIS
Hoffenheim vence em partida de tirar o fôlego
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O Hoffenheim vira nos últimos 10 minutos contra o Gladbach e vence merecidamente por 4 a 2. Os donos da casa conseguiram manter o Hoffenheim sob pressão e imprimir um jogo veloz no 1º tempo, fazendo 2 a 0 em pouco mais de 15 minutos. Daí em diante o Hoffenheim acordou e impôs seu jogo. Fez um gol ainda no primeiro tempo, mantendo as esperanças “acesas”. A entrada de Maicosuel no 2º tempo mudou os rumos da partida. Com o brasileiro em campo, o Hoffenheim conseguiu se manter no ataque, enquanto o Gladbach se segurava como podia na defesa. O empate com o “iluminado” Maicosuel e a virada com Obasi e Ba vieram com merecimento já no fim do jogo.

Opiniões sobre o jogo

Karim Matmou: Não podemos deixar isso acontecer. Não tenho explicações para o que aconteceu aqui hoje. Tivemos oportunidades suficientes para "matar" o jogo.

Marcel Meeuwis: O Hoffenheim estava muito decidido, mas não podíamos permitir a virada. Estávamos muito mal posicionados nos gols no fim do jogo. Ficou claro que eles tiveram mais fôlego do que nós.

Demba Ba: Não fomos o melhor time hoje, mas no fim levamos os três pontos para casa. No fim tivemos mais fome de gol que o Gladbach.

Logan Bailly: Não tenho nem palavras para explicar o que aconteceu hoje. Faltou-nos concentração justo no fim do jogo. Se tivéssemos mantido o 2 a 1 estaria contente com o meu retorno.

Timo Hildebrand: Jogamos muita bola no 2º tempo. Duas falhas individuais do Luiz Gustavo e já perdíamos por 2 a 0. Mas devemos a vitória a toda a equipe, que lutou até o fim.

Sejad Salihovic: Nosso 1º tempo foi muito ruim. Marcamos muito mal o adversário. Mas no intervalo escutamos algumas verdades, que provocaram a equipe a mudar de atitude e virar o jogo.

Marvin Compper: Dormimos nos primeiros 20 minutos e tivemos sorte com o gol de falta. Mas fomos premiados por todo nosso esforço, embora tenhamos jogado dois tempos tão distintos.

Michael Frontzeck: Foi uma derrota amarga. O Ralf acertou em sua opinião sobre o jogo. Tivemos um ótimo 1º tempo. Tenho apenas que criticar nosso time pelo fato de estarmos vencendo por 2 a 1 até pouco antes do fim do jogo. Aí o Hoffenheim arriscou tudo e mostrou sua força. Jogar contra uma equipe de ponta como o Hoffenheim é quase que uma maratona.

Ralf Rangnick: Estamos muito satisfeitos com o resultado. Foram dois tempos completamente distintos. Nós jogamos inacreditavelmente mal os primeiros 20 minutos. Por isso merecemos estar perdendo. Mas não pensem que foi acaso termos virado a partida. Tivemos chances de marcar a cada 5 minutos de jogo. Logicamente que precisamos de um pouco de sorte para virar o jogo no finalzinho, mas nossa equipe mostrou que queria a vitória.

Hoffenheim vence em partida de tirar o fôlego

Tudo o que podia se esperar de duas grandes equipes era um grande confronto, e foi o que aconteceu. Hoffenheim e Borussia Mönchengladbach fizeram uma das melhores partidas do campeonato, com muitos gols, belas jogadas e muita, muita emoção. Melhor para o "mais uma vez magnífico" Hoffenheim, que venceu por 4 a 2 em pleno Gladbach-Park, após estar perdendo por 2 a 0, chegou a 11 pontos e assumiu a 4ª posição. Já o Gladbach continua com 7 pontos na 10ª posição.

Os donos da casa tinham mostrado, até então, um futebol extremamente ofensivo no campeonato e contavam com o 3ª melhor desempenho como mandante, 2 vitórias em 2 jogos, 4 gols marcados e apenas 1 sofrido, mas vinham de derrota fora de casa para o Nurembergue. Já os visitantes se destacavam pelo seu poderio defensivo, apenas 2 gols sofridos em 5 jogos e um bom desempenho dentro de casa, venceram o Bochum por 3 a 0 na última rodada. Ingredientes perfeitos para um jogo memorável.

1º tempo decepciona, mas ...

Como era esperado, o jogo começou a todo vapor, com o Gladbach vindo com tudo para cima do Hoffenheim, que não se mostrou muito à vontade com a pressão que sofria em seu campo de defesa. Os donos da casa armavam boas jogadas e não davam muito espaço aos meias do Hoffenheim, Carlos Eduardo e Salihovic. A pressão logo surtiu efeito e Juan Arango abriu o marcador para os "potros" aos 10' num chutaço aos 25m de distância. Sem chances para Timo Hildebrand. Gladbach 1 a 0 e festa para seus 46.511 torcedores. Toda a conhecida força defensiva do Hoffenheim parecia ter ficado em sua Arena. Após o gol, a equipe azul se mostrou ainda mais perdida em campo e marcava muito mal as investidas dos donos da casa. Pouco depois aos 17' outro revés para os visitantes, o atacante Bobadilla acertou uma pancada no gol, Hildebrand salvou mas deu rebote e Roberto Colautti empurrou para dentro. Gladbach "surpreendente" 2 a 0 no irreconhecível Hoffenheim.

A partir daí o Hoffenheim acordou para a partida. Seus meias começaram a encontrar mais espaço e armar melhor as jogadas. Era necessário caso quisessem algo melhor do que uma derrota. Logo foram presenteados com o gol de Salihovic, que bateu falta direto no gol e o goleirão Bailly aceitou. Gladbach 2, Hoffenheim 1 e novas esperanças para os visitantes. O gol deixou a partida visivelmente mais equilibrada. Boas chances surgiam para os dois lados, mas não conseguiam finalizar com eficiência. O bom 1º tempo terminou assim. Não fosse o início ruim, o Hoffenheim poderia ter saído com um resultado melhor. Mas ainda havia esperança. A última vez que o Hoffenheim havia virado uma partida perdendo por 2 a 0 havia sido exatamente contra o Gladbach, 4 a 2 em Fevereiro de 2008.

2º tempo fulminante quase "enfarta" a torcida

Enganaram-se aqueles que esperavam um bom jogo. Foi uma partida memorável. O 2º tempo foi ainda melhor que o 1º. O Hoffenheim pareceu ter acordado de vez e veio para cima, jogando com muita técnica e vontade. O Gladbach não se apequenou e mostrou que não iria entregar tão facilmente o placar construído com muita competência no 1º tempo. Os visitantes atacavam e os donos da casa se defendiam com maestria, apoiados pelos mais de 40.000 torcedores. O Hoffenheim ganhava confiança, mas faltava uma boa chance para empatar. Foi então que o treinador Rangnick resolveu mudar, colocou Maicosuel em lugar de Ibisevic, para dar mais agilidade ao meio de campo. E ele logo mostrou que iria dar trabalho à defesa do Gladbach, sofreu falta dura de Levels e este recebeu o amarelo aos 17'. A pressão continuava e o empate parecia questão de tempo. Mas o Gladbach também assustava nos contra ataques, Colautti quase ampliou aos 19'. O jogo era movimentado, bonito de se ver, mas sofrido para a torcida do Hoffenheim. As chances surgiam a cada minuto, para ambos os lados. Aos 20' Carlos Eduardo driblou bonito o marcador e cruzou rasteiro para Ba na pequena área, que por pouco, muito pouco não alcançou. Dois minutos depois, Carlos Eduardo de novo, achou Obasi livre, que chutou perto do gol de Bailly. Haja coração! Quem não faz ... quase leva. O meia do Gladbach Matmour por pouco não faz o terceiro ... São Hildebrand estava lá. Como um trator os visitantes continuaram a atacar. Já o Gladbach parava o Hoffenheim com todas suas armas, aos 29' Arango fez falta e recebeu o amarelo, aumentando mais ainda a tensão do jogo. Rangnick atento ao jogo mudou de novo, colocou Vukcevic no lugar de Luiz Gustavo e mandou sua equipe para frente.

O jogo parecia uma final de decisão. Cada minuto parecia durar uns 100 segundos. Tensão a cada chance desperdiçada. Quando o relógio marcou 40' os poucos torcedores do Hoffenheim se olharam sem imaginar o que poderia acontecer daí em diante. Aos 41' o maestro da equipe Carlos Eduardo achou o brilhante Salihovic, que, com muita categoria, viu Maicosuel livre, e ele, frio como um siberiano, furou a muralha do Gladbach. "Incansável" Hoffenheim 2 x 2 Gladbach. Ufa. Merecido o empate, bastaria aos visitantes se contentarem com o ponto fora de casa, certo? Errado. O grandioso Hoffenheim mostrou toda sua força de recuperação e atropelou o atordoado Gladbach. Mais uma vez Carlos Eduardo, ele cruzou na cabeça de Obasi que fez os poucos torcedores do Hoffenheim arregalarem os olhos antes de comemorar aos 44', Hoffenheim 3 a 2. Como se não fosse o bastante, Vukcevic achou já aos 46' Demba Ba livre, que tocou na saída de Bailly. Aos que resistiram a tanta emoção desmarquem as consultas com o cardiologista. Agora sim, vamos para casa com os três pontos. Hoffenheim "magnífico" 4 x 2 Gladbach.

Aqui você tem o Resumo do Jogo »

Quinta, 09.02.2012